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Cachorra explorada em lutas falece 10 anos após ser resgatada e ganha homenagem tocante

O rosto de Little Red era branco e seu corpo estava lacerado.Estes dois fatos dizem muito sobre a vida desta bela cachorra: ela foi resgatada do ringue de lutas de cães mais famoso da história. Depois disso, ela sobreviveu por um longo período.Little, como ela era conhecida, faz parte de um grupo de 50 cães que foram resgatados em 2007, da ex-estrela da NFL Michael Vick, em uma grande operação de combate às lutas de cães.

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Ela tinha em torno de cinco anos na época e era fruto de uma reprodução. Seus dentes tinham sido curvados.Naquela época, o destino padrão para Little e os outros cães seria a morte. Acreditava-se que muitos dos cães resgatados estavam muito feridos para serem salvos, segundo informações do The Dodo.

Um grupo dedicado de ativistas, incluindo o Best Friends Animal Society, defendia que esses cães mereciam a chance de provar o contrário. Eles convenceram o juiz federal que supervisionou o caso de que os animais deveriam ser avaliados individualmente e, quando estivessem seguros, reabilitados e adotados.

No final, apenas dois cães tiveram a morte induzida e os outros receberam uma nova chance. Em 2008, a Best Friends acolheu 22 dos cães no santuário do grupo em Utah. Little era um deles. O grupo tornou-se conhecido como os "cães de Vicktory.” Eles receberam todo o tempo, treinamento e amor necessários para sua recuperação.

Foram necessários três anos para Little estar pronta para seu novo lar. Ela foi adotada em 2011 por Susan Weidel, que cuidava de outros cinco cães em Wyoming. Lá ela aprendeu a relaxar e a sorrir.

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A vida feliz da cachorra com Weidel foi destaque em "The Champions”, um documentário sobre os cães de Vicktory. O filme narra os próprios cães, suas histórias inspiradoras e como eles mudaram o mundo para melhor. Os cães tem quebrado estereótipos prejudiciais sobre pit bulls e cães resgatados de lutas.

Eles provaram de uma vez por todas que a obrigatoriedade de lutar não deve resultar na pena de morte de um animal.

Além disso, deram esperança às pessoas. Se eles puderam superar esses horrores e lutas, então talvez pudéssemos fazer isso também.

"Foi um privilégio estar envolvido na vida desses cães e das famílias que os adotaram. Eles sofreram abusos inimagináveis e com tempo, paciência e cuidado aprenderam a confiar novamente. Acho que é uma história incrivelmente inspiradora com a qual a maioria de nós provavelmente pode se relacionar e aprender algo”, disse Darcy Dennett, diretora do documentário.

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A lei e a sociedade não mudaram tanto – os pit bulls continuam sendo amplamente discriminados; 10 Estados norte-americanos ainda possuem leis que estigmatizam cães resgatados de lutas – mas houve avanços.

Isso ocorreu, pelo menos em parte, graças a Little, que viveu tão bem após ser salva. "Ela ama sua casa e sua vida. Floresceu como uma flor”, revelou Weidel há pouco mais de um ano em uma entrevista para a revista The Champions for Best Friends.

Porém, há poucos dias Little faleceu em sua casa. Weidel disse em um post bastante emocionante na página do Facebook de Little Red que, depois de não se sentir bem pela manhã e de uma visita ao veterinário, a cachorra passou seu último dia em casa, dormindo, fazendo "passeios curtos no pasto”, enquanto estava "cercada por seu grupo”.

"Às 10 da noite, ela deu seu último suspiro, estava dormindo pacificamente. Foi meu privilégio cuidar de Little por mais de cinco anos e meio e compartilhar sua vida com as muitas, muitas pessoas que a amavam e admiravam sua força e natureza bondosa. Ela está em paz e peço que vocês enviem amor conforme ela inicia sua viagem do outro lado”, escreveu Weidel.


Fonte: Anda

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